Cisto de Penas em Aves


Os cistos de retenção de penas, também conhecidoscomo cistos foliculares, são protuberâncias subcutâneas que envolvem um ou mais folículos das penas nas aves, os cistos foliculares em pássaros são equivalentes a um pêlo encravado no ser humano. Os cistos são massas firmes encontradas geralmente no topo da asa, que consiste em uma pena encravada que continuou crescendo, enrola-se e forma uma bolsa sob a pele.

Surgindo como um pequeno nódulo de coloração amarelada, podendo chegar a medir até 2,0 cm de diâmetro, em borá possam ser encontrados por todo o corpo do animal (Foto 01).

Foto 01 – Cisto de pena em canário – Foto Dr. Pedro HACS.

A formação destes cistos está relacionada a um desenvolvimento anatômico anormal da pena. A pena em crescimento não consegue projetar-se através da pele, dobrando-se para dentro do folículo. À medida que continua crescendo, uma massa começa a se desenvolver, formando um cisto com reação inflamatória aguda local. Essa massa possui um aspecto muito típico (Foto 02).

Foto 02 – Cisto de pena em canário – Foto Dr. Pedro HACS.

A textura do material cístico varia, dependendo do seu estágio de desenvolvimento. Cistos de retenção de penas em crescimento apresentam paredes com bastantes vasos sanguíneos e material gelatinoso em seu interior. Cistos maduros contêm material mais seco e queratinizado e a sua parede é mais espessa e apresenta vascularização reduzida.

Acredita-se que haja uma predisposição genética para o desenvolvimento dos cistos de retenção de penas. Outras possíveis causas são: má nutrição, infecções diversas e principalmente devido a ácaros que destroem a raiz das penas; lesões ou traumas na zona onde o cisto se desenvolveu. Os cistos produzem bastante incômodo ao animal devido à dor, sangramentos e pela perda da mobilidade devido ao excesso de peso que alguns cistos podem alcançar, podendo até ocasionar a morte do animal.

Considerando esta predisposição, os pássaros que apresentam a anomalia não deveriam ser utilizados para reprodução. Algumas aves são mais suscetíveis, nas quais os cistos se manifestam com mais freqüência nos canários, araras e periquitos australianos.

Prevenção

Para evitar que o pássaro adquira uma enfermidade como descrita neste artigo, devemos prevenir com uma alimentação adequada para cada tipo de espécie de ave e o uso de vitaminas, aminoácidos e minerais na época de entrar na fase da muda das penas. Como preventivo nas deficiências de vitaminas e minerais (Ca e D).

Tratamento

O tratamento dos cistos pequenos pode ser realizado com a retirada manual do nódulo. Nos casos de cistos grandes ou numerosos, é indicado o uso de anestesia inalatória, possibilitando assim a incisão, a curetagem e a cauterização do local afetado. O médico veterinário especialista em aves é o melhor profissional para resolver e diagnosticar corretamente a patologia de sua ave. A total retirada cirúrgica do cisto é efetiva, mas deve-se ter muito cuidado com os outros folículos ou vasos sangüíneos que estão nas proximidades.

 No pós-operatório, as asas devem ser imobilizadas para prevenir movimentos, até que ocorra a cicatrização por segunda intenção. Deve-se ressaltar que a possibilidade de recidiva é muito grande.

 
 
 
M. V. Pedro Henrique Arosteguy de Carvalho e Siqueira CRMV – DF 1475
 
Medicina de Animais Silvestres e Exóticos
 
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Email: pedrohacs@hotmail.com
 
            Co-autor: Phelipe Alcântara de Medeiros
 
            Estagiário - Point Animal
 
            Graduando em Medicina Veterinária
 
           
 
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