Traumas e fraturas em aves


Acidentes podem acontecer no ambiente doméstico: pisoteio, queda, atropelamento, agressão por cães e gatos, agressão humana, briga entre as próprias aves, automutilação, eletrocussão, perfuração por arma de fogo, etc.

Os traumas podem causar lesões cutâneas, musculares, esqueléticas e de demais órgãos internos.
Foto 1 - Papagaio mordido por cão
Foto 2 - Calopsita com ferimento por automutilação
O prognóstico depende da gravidade da lesão, pronto-atendimento, perda sangüínea e resistência orgânica da ave. Os traumatismos cranianos são sempre graves e requerem assistência do médico veterinário imediata.
As fraturas ósseas são mais graves quando expostas (pontas dos ossos expostos), se contaminadas, quando houver lesão nos vasos sangüíneos, nervos, articulações e órgãos internos.
Conforme a gravidade da fratura e local em que ocorreu no osso, pode ser possível a ossificação somente com uma imobilização externa (tala, bandagem, muleta). Se a fratura for grave e deseja-se uma ossificação perfeita da fratura, pode ser necessária cirurgia com a aplicação de pinos intramedulares ou outras técnicas cirúrgicas ortopédicas.
As fraturas de face e bico são graves e podem comprometer a capacidade da ave de se alimentar satisfatoriamente. Fraturas no bico são normalmente de difícil resolução e requerem técnicas especializadas de correção.
Em muitos casos, não se consegue a correção completa da anatomia da face. Aves com fraturas e deformidades no bico podem se adaptar à nova condição e passar a alimentar-se satisfatoriamente com o defeito. Para essas aves, pode ser necessário fornecer alimentos amolecidos ou em pedaços que favoreçam a apreensão e ingestão. Luxações podem acontecer após traumas severos.
Ferimentos devem ser tratados corretamente com anti-sépticos tópicos e, se possível e necessário, sutura cirúrgica. Deve-se evitar usar pomadas oleosas, que acabam engordurando as penas, prejudicando o controle da temperatura corpórea e a impermeabilidade das penas. Como a temperatura corpórea nas aves é naturalmente mais elevada, isso acaba funcionando como uma defesa orgânica contra as infecções cutâneas.
Anéis, arames, fios de nylon - qualquer objeto que cause a constrição das patas e dedos - leva à isquemia (falta de circulação sangüínea no membro) e necrose (apodrecimento dos tecidos). Pisos ásperos, poleiros ásperos, poleiros com pontas, espinhos e qualquer superfície cortante ou perfurante favorecem as lesões nas patas e conseqüente evolução para infecção local.
A claudicação (manqueira) nem sempre é decorrente de acidentes traumáticos. Pode ocorrer claudicação em casos de miopatia de captura (decorrente de captura incorreta), miopatia nutricional (deficiência de vitamina-E e selênio na alimentação), infecções ósseas ou articulares, raquitismo, gota úrica e neoplasia.
Verminose.

M. V. Pedro Henrique Arosteguy de Carvalho e Siqueira
CRMV – DF 1475
Medicina de Animais Silvestres e Exóticos.
www.pointanimaldf.com.br

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